caderno eletrônico de poesias
   
BRASIL, Sudeste, ITAQUAQUECETUBA, CHACARA AGUAS DA PEDRA, Homem, de 26 a 35 anos
MSN -
Histórico
Outros sites
UOL - O melhor conteúdo
BOL - E-mail grátis

Votação
Dê uma nota para meu blog

 


Insônia


A insônia bateu
redundantemente nos olhos
As palavras cruzam com roupas de bailarina
os corredores
E a sala.
A insônia com a chave do sono.
Abre as portas dos olhos no começo
da noite
E me segue até às 5 da manhã.
Nenhum bocejo
Parece mostrar o anúncio
De entregar das pálpebras
E pensamento.
A insônia é só
Não se alimenta de fumo
cartas resistem nos poemas
Poemas não chegam
a artilharia de cartas
As cartas poderiam assassinar a solidão
A solidão de livros
E de homens
A inócua solidão humana
parece perversa e sem cura
A solidão ultrapassa
a idéia de estar entre gente
A mesma solidão de Cristo
Ao ver Barbas
A solidão  e a insônia
Desamparo do sono
Que às 5 da manhã
É igual o do início da noite.
Agora,
O poema
É solidão
de palavras
A insônia cata nos olhos
As melhores bailarinas para Bolshoi



Escrito por Jean Narciso Bispo Moura às 23h16
[] [envie esta mensagem] []




A faca

A faca tine no desejo de ser acolhida pela bainha
do corpo feminino.
A faca quando é virgem
anseia o dia de gáudio
dia que sentirá a sua lâmina roçar até o fundo da bainha.



Escrito por Jean Narciso Bispo Moura às 10h26
[] [envie esta mensagem] []




Renúncia


Estou prestes a me tornar um homicida
pois careço sufocar este meu sentimento até a morte
mas ele implora para viver
com a mesma doçura de uma criança.
E eu tocado por uma mgrande humanidade
declararei, ainda que desabrigado da verdade,
para você e para todos,
uma falsa certidão de óbito.



Escrito por Jean Narciso Bispo Moura às 10h25
[] [envie esta mensagem] []




Custódia


Não tenho bens,
minhas vestes são estes trapos
que ofendem os teus olhos e nariz.
Outrora, o mais fino linho
cobria de pompa o meu corpo.
Hoje, já não tenho casa
e tampouco uma gota de esperança
para que eu possa ter um bom olfato
e assim sentir o perfume discreto da vida.
E agora nesta lastimável condição de semi-vivo
recebo a custódia
de almas samaritanas
que quitam o meu parcelado e diário boleto
enviado pelo estômago.
E são as almas samaritanas
que me livram do iminente risco de ter a minha lucidez confiscada.



Escrito por Jean Narciso Bispo Moura às 10h24
[] [envie esta mensagem] []




Poesia e arte

Se a poesia é a expressão ,

por que brecar o mau poeta ?

Deixe que ele atire sem mira ,

a sua filosofia clandestina

e o verso bebâdo e marginal

Se a poesia é arte definida

é bom excluí-lo do cenário poético

e vigiar para que não cometa

o vertiginoso sacrilégio

de dizer ao público que é poeta .



Escrito por Jean Narciso Bispo Moura às 10h19
[] [envie esta mensagem] []




Planta e formiga

 

A rebelião amarela

Começou quando lia as formigas

E as plantas.

Palatável a vista.

As plantas descortinavam o horizonte

As formigas temiam o céu.

A chuva prometia um dia inteiro

De guerra entre plantas e formigas

Na terceira via o verde e eu.

Assistia a cena

O garboso verde

Vertido num coletivo de planta

O poeta por um singular instante formiga.

 

 



Escrito por Jean Narciso Bispo Moura às 23h46
[] [envie esta mensagem] []




Fustigação masculina

 

A sua pele e olhar

Enchem de chuva

A calça dos que a olham

Eles imitam uma catarata

Talvez  Foz de Iguaçu ou  Niágara

As suas águas correm afoitas

Em minha correnteza.

 



Escrito por Jean Narciso Bispo Moura às 23h45
[] [envie esta mensagem] []




Fração

 

A palavra no quarto

Sai

Da morada da língua

Pela metade

Com um terço de sentimento

Acha-se em algum lugar inteira



Escrito por Jean Narciso Bispo Moura às 23h44
[] [envie esta mensagem] []




Segunda leitura

 

Os solados cansados

Olham com binóculos a cegueira

A distância causa cegueira

O binóculo cego não vê a distância

A distância escarnece o binóculo

O binóculo é cego,

A distância é cega

Cego é o caminho

Até há um certo tempo caolho.

A cegueira acometeu a palavra

 

 



Escrito por Jean Narciso Bispo Moura às 23h42
[] [envie esta mensagem] []




Bacia

 

O salto no centro da bacia

O aqualouco pensa que pula na piscina

Cai na bacia

Entorta a bacia

Entorta a vida.

 



Escrito por jean-narciso às 22h28
[] [envie esta mensagem] []




Fogo presente

 

 Cortar o fogo pela metade

Dividi-lo entre o teu coração e o meu.

Fatiá-lo um pouco a cada dia

Para que o frio

 Jamais consiga entortar

 As nossa faces e sentimento.

 



Escrito por jean-narciso às 14h25
[] [envie esta mensagem] []




Monólogo do indolente

 

 

A preguiça lambe primeiro o solado do meu calçado

Depois os pés que não resistem à força da sua saliva.

E se prostra no solo do descanso.

A palavra em movimento encontra jardim

O poeta caminha sem um só passo.

Na vereda, no bosque divino

Edificado com terra e areia humana..

A peregrinação sai como um comboio de palavras do sofá

Os olhos acompanham

O corpo fica

A multidão de homens de todas as cores

Fazem parte de apenas uma folha.

O poeta quer falar certo em língua de bêbado

Que o vento da poesia nunca deixe de assoprar  em  seu rosto

A palavra como um camaleão não tem cor fixa.

Esconde-se em todos os lugares

E às vezes nem está lá quando a imaginamos.

A palavra é ser sem fronteira.

Corpo simultaneamente presente e ausente

 Em grande movimento.

 



Escrito por jean-narciso às 14h04
[] [envie esta mensagem] []




QUISIERA SER

 

 de Ester Vallbona

 

Quisiera ser la nota

que despierta en ti

a la vida

como suave melodía.

Ésa que nace en tu boca

como un beso sin mentiras.

 

Quisiera ser la palabra que musitas

en tus horas inciertas,

ésa que quema y escapa de tu boca

en el instante en que,

sin saberlo,

me invocas.

 

Quisiera ser el verso de tu historia de amor,

sentir la emoción de asomarme a tus labios y,

al instante,

pedirte perdón.

 

Quisiera ser canción para llegarte.

Quisiera ser valor para buscarte.

Quisiera ser memoria y dibujarte.

Quisiera ser mejor y merecerte.

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por jean-narciso às 15h27
[] [envie esta mensagem] []




A PROPÓSITO DE UN INSTANTE

 

 

 

de Ester Vallbona

 

Por un segundo he asistido

al derrumbe inminente de tus ojos,

y te he visto ganarles la batalla.

 

He visto una lágrima

nacer y morir en un instante,

sin tiempo para quejarse.

 

La he visto reflejada

en el espejo empañado de tus ojos,

buscando una salida,

y la he visto retroceder,

de nuevo,

vencida.

 

Has conseguido postergar la pena para más tarde,

guardarla para ti sola,

quizá para protegerme de ella.

 

Pero es imposible.

 

No rehúyas el consuelo amigo.

No me niegues la oportunidad de dártelo,

en ese instante,

segundo acaso,

en que me has hecho testigo mudo

de tu melancolía

y he muerto y vuelto a nacer

a la vida

sin tiempo para quejarme.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por jean-narciso às 15h24
[] [envie esta mensagem] []




DÉJAME DECIRTE

de Ester Vallbona

 

Déjame decirte lo que ayer no supe.

Deja que llene, para siempre, mi carne de calma.

Déjame contarte por qué no pude darles

más que espadas a tus labios

y abrojos a tus manos.

Déjame que llore hoy la dicha perdida,

déjame pasar cuentas con este torpe ser

que habita en mí a escondidas.

Si no te di lo que esperabas,

si no busqué dentro de mí,

fue por temor a que,

detrás de espadas y abrojos,

creciera fuerte una flor con tu nombre.

Escrito por jean-narciso às 15h22
[] [envie esta mensagem] []


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]