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Insônia


A insônia bateu
redundantemente nos olhos
As palavras cruzam com roupas de bailarina
os corredores
E a sala.
A insônia com a chave do sono.
Abre as portas dos olhos no começo
da noite
E me segue até às 5 da manhã.
Nenhum bocejo
Parece mostrar o anúncio
De entregar das pálpebras
E pensamento.
A insônia é só
Não se alimenta de fumo
cartas resistem nos poemas
Poemas não chegam
a artilharia de cartas
As cartas poderiam assassinar a solidão
A solidão de livros
E de homens
A inócua solidão humana
parece perversa e sem cura
A solidão ultrapassa
a idéia de estar entre gente
A mesma solidão de Cristo
Ao ver Barbas
A solidão  e a insônia
Desamparo do sono
Que às 5 da manhã
É igual o do início da noite.
Agora,
O poema
É solidão
de palavras
A insônia cata nos olhos
As melhores bailarinas para Bolshoi



Escrito por Jean Narciso Bispo Moura às 23h16
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