A insônia bateu redundantemente nos olhos As palavras cruzam com roupas de bailarina os corredores E a sala. A insônia com a chave do sono. Abre as portas dos olhos no começo da noite E me segue até às 5 da manhã. Nenhum bocejo Parece mostrar o anúncio De entregar das pálpebras E pensamento. A insônia é só Não se alimenta de fumo cartas resistem nos poemas Poemas não chegam a artilharia de cartas As cartas poderiam assassinar a solidão A solidão de livros E de homens A inócua solidão humana parece perversa e sem cura A solidão ultrapassa a idéia de estar entre gente A mesma solidão de Cristo Ao ver Barbas A solidão e a insônia Desamparo do sono Que às 5 da manhã É igual o do início da noite. Agora, O poema É solidão de palavras A insônia cata nos olhos As melhores bailarinas para Bolshoi